Electra tem 5 mil processos nos tribunais por roubo de energia 16 Julho 2012
A Electra tem cerca de cinco mil processos nos tribunais nacionais por causa dos roubos de energia. A informação é avançada pelo Presidente do Conselho de Administração (PCA) da Empresa de Produção e Distribuição de Energia.
Segundo Alexandre Fontes, a ilha de Santiago é onde se registam mais roubos de energia, com os casos a entupir os tribunais. Apesar de não avançar os números ou a percentagem na Ilha-Maior, o PCA apela à colaboração e empenho de toda a população e outras entidades, no sentido de fazer um “djunta mon” para evitar este que é um dos maiores entraves à sustentabilidade da empresa.
“A questão de energia e água em Cabo Verde faz parte de um sistema em que a Electra é apenas a ponta do icebergue. O consumidor, o governo, o legislador, o regulador e os tribunais são outros actores que devem actuar de forma a garantir a melhoria da qualidade de energia fornecida. É que não estamos satisfeitos com o nível de qualidade que temos”, mostra Alexandre Fontes, adiantando que a acção coerciva tem resultado, mas reforça a ideia de que é preciso mais e melhor envolvimento de todos os actores.
Nesta óptica, o PCA congratula-se com a “condenação exemplar” em São Vicente, onde seis indivíduos, surpreendidos com energia roubada nas suas residências, foram condenados pelo juiz Antero Tavares a passar os fins-de-semana na Cadeia de Ribeirinha.
Quem também se mostra preocupado com os roubos de energia é o ministro do Turismo, Indústria e Energia. Humberto Brito, que falava à imprensa durante uma visita às estruturas energéticas da Praia, disse que os roubos são “manchas” que temos de eliminar do sector e da sociedade cabo-verdiana.
Entretanto, “há culpa de parte a parte: da Electra, dos consumidores e da sociedade, que não denuncia e é conivente”, comenta o governante, esperando, também, que estes problemas sejam resolvidos conjuntamente pelo governo, Electra, sociedade política e consumidores.

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