Organização do Caravela Electrónica diz que evento foi um sucesso 11 Julho 2012
Tói Lima e Eurico Évora, da organização do Caravela Electrónica, desmentem algumas acusações feitas e dizem que o evento do passado fim-de-semana como um sucesso. Garantem não terem vendido mais entradas do que o espaço suportava e queixam-se de haver várias pessoas com bilhetes contrafeitos.
Os organizadores do evento procuraram o asemanaonline para esclarecer a notícia divulgada no fim-de-semana que dava conta das queixas de alguns mindelenses de falta de respeito pelos consumidores.
“Acusaram-nos de sermos ladrões, de termos ludibriado as pessoas e acho que devia haver mais respeito pelo trabalho de pessoas que, como nós, esforçam-se para tirar a cidade do Mindelo do marasmo em termos de eventos culturais e de entretenimento. Somos uma empresa séria e conhecida por apresentar eventos de sucesso mas, faz parte da atitude do crioulo em criticar logo quando algo corre mal”, desabafa Toni Lima, dono da Caravela.
Também Eurico Évora, promotor de eventos da Caravela, lamenta que algumas pessoas se tenham aproveitado da notícia para expor a sua “dor de cotovelo” mas reitera um pedido de desculpas a todos aqueles que dispunham de bilhetes e não puderam participar do evento que, a seu, ver foi excelente.
“Quem lá esteve sabe que se divertiu. O próprio Big Nelo adorou e disse que quer regressar em breve ao Mindelo e já estamos em contacto para Agosto”, afirma acrescentando que “as pessoas não sabem o esforço que nós tivemos de fazer para ter aqui esse artista angolano de renome”.
Évora conta que foi preciso fretar um avião do Cabo Verde Express para garantir que o músico, que era cabeça de cartaz do evento, estivesse no Sal a tempo de actuar e regressasse a Santiago a tempo de apanhar o avião de volta para Angola.
“De qualquer modo pedimos desculpas pelo incómodo a todos os que não saíram agradados do evento mas a verdade é que não contávamos com a avalanche de pessoas na praia da Baía das Gatas que de certeza ultrapassava os dez mil”.
Esse facto, explica Tony Lima deveu-se a fraudes já que foram encontradas muitas pessoas com pulseiras de entrada falsificadas. Lima garante que a organização apenas vendeu 2520 ingressos para um espaço que tinha a lotação máxima de 3200 pessoas.
A organização que já disse que a Tenda Electrónica regressará em breve com mais atracções para o Verão mindelense e garante que utilizará as críticas ao evento para melhorar os próximos. “Colocar balneários dentro do recinto, ter mais portas de acesso à tenda e garantir um sistema mais rápido de venda de senhas”, são algumas das medidas que prometem colocar em prática nas próximas realizações.
Para Toi Lima e Eurico Évora, apesar dos constrangimentos, tratou-se de um grande espectáculo, "jamais visto em São Vicente tirando o festival da Baía das Gatas" e que viabilizou directamente 70 postos de trabalho. Foi ainda um impulsionador da economia local com a movimentação de taxistas, carros de aluguer, vendedoras ambulantes e roulottes durante os dois dias do evento.
SRR

CABO VERDE



















