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Guitarrista Johnny Fonseca detido por engano na Holanda 11 Julho 2012

A polícia holandesa deteve o guitarrista do grupo musical Splash, Johnny Fonseca, pela segunda vez consecutiva, na sequência da investigação do assassinato de uma mulher numa escola de Roterdão. As detenções aconteceram nos dias 27 de Junho e 7 de Julho, mas a polícia já reconheceu o erro e pediu desculpas ao músico, que pondera agora apresentar uma queixa contra as autoridades holandesas.

Guitarrista Johnny Fonseca detido por engano na Holanda

Ao que tudo indica, o assassino da mulher é “muito parecido” com o guitarrista. A PJ holandesa está a procura de um indivíduo de cabelo comprido e barba. Johnny Fonseca revela que foi detido pela primeira vez no dia 27 de Junho, após o seu regresso à Holanda depois de um concerto em Moçambique. Segundo o músico, logo de manhã a polícia bateu à sua porta de pistola em punho e deram-lhe ordem de prisão.

Apesar do susto, Johnny Fonseca identificou-se perante os polícias e estes admitiram o engano. No sábado, 7 de Julho, a PJ voltou a deter o guitarrista, quando este acompanhava a irmã Betty Fonseca ao festival anual de jazz “North Sea Jazz Festival”.

Desta vez bloqueou o carro de Johnny Fonseca em plena rua e deu-lhe voz de prisão, com uma arma apontada à sua cabeça. O artista foi ainda colocado de joelhos e algemado. A sua irmã, Betty Fonseca, também foi detida e levada para a esquadra.

Lá, após confirmarem as suas identidades, foram soltos. Mas a notícia saiu nos jornais e na televisão nacional de Holanda. A Polícia admitiu o erro e garantiu que a matrícula do carro de Johnny Fonseca já foi apagada do dossier sobre o assassinato da mulher, o que não aconteceu na primeira vez em que o indivíduo foi detido.

A Polícia garantiu ainda que já telefonou ao músico a pedir desculpas. Mas este alega que ficou um pouco traumatizado e está sem concentração para a música por ter sido preso injustamente e confundido com um drogado. A sua irmã também sentiu-se mal e não pode ir trabalhar. “Eu não mato nem uma mosca. É difícil tirar isso da cabeça”.

O músico e a irmã ponderam apresentar uma queixa contra a Polícia para evitar que outras pessoas passem pela mesma situação. Também pretendem recorrer aos serviços de um psicólogo “porque receiam que os acontecimentos afectem a sua vida”.

Fonte: Kriol. NL

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