POLÍTICA

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PAICV sem liderança política em Santiago Sul 09 Julho 2012

O PAICV está sem liderança política em Santiago Sul. É que, no rescaldo das eleições, o presidente da Comissão Política da região metropolitana, Felisberto Vieira, pôs o cargo à disposição. Tudo por causa dos fracos resultados eleitorais que o seu partido obteve nas autárquicas de 1 de Julho, principalmente na Capital, onde o candidato do MpD (Ulisses Correia e Silva) bateu com um "score" de 61.6 por cento o concorrente do PAICV (Fernando Moeda), que apenas ficou na cifra de 34,3 por cento dos votos validamente expressos.

PAICV sem liderança política em Santiago Sul

Este foi o resultado mais baixo que o PAICV conseguiu na Capital, onde, desde as primeiras eleições autárquicas realizadas em 1991, quando não ganhou nunca perdeu com uma margem de diferença tão gtande - mais de mil votos. Felisberto Vieira admitiu que a divisão que se registou no seio do partido durante as presidenciais poderá estar, entre outros factores, na origem de tal resultado.

Diante de tudo isto, Fílú pôs o seu cargo à disposição, quando no final deste mês o seu mandado de presidente da Comissão Política Regional de Santiago Sul chegaria ao fim. "Em nome da ética e da coerência e face aos resultados eleitorais desfavoráveis, devo dar o primeiro exemplo de colocar o meu lugar de presidente da Comissão Política Regional à disposição dos militantes que votaram no meu programa e nos objectivos estratégicos que eu tracei", fundamentou Felisberto Vieira, num comentário sobre derrota eleitoral do PAICV em Santiago Sul.

O Secretariado Geral do PAICV considera normal este posicionamento de Felisberto Vieira. A fonte deste jornal fundamenta que se entra agora numa fase da renovação electiva da direcção das estruturas concelhias, regionais e nacionais. É que além da eleição directa, no fim do último trimestre deste ano, do presidente do PAICV, serão realizadas conferências de sector e assembleias para a escolha democrática da liderança das estruturas sectoriais e regionais do partido, tanto no país como na diáspora. O processo culmina no primeiro semestre de 2013, com a realização do congresso ordinário para as eleições dos órgãos nacionais e aprovação de uma nova estratégia de actuação política do PAICV nos próximos três anos.

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