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Boa Vista: Candidatos apostam nos bairros mais carenciados 27 Junho 2012

As candidaturas na Boa Vista - MpD, PAICV e do grupo independente Forças Vivas - têm debaixo do olho as zonas mais carenciadas. Moradias sociais, desemprego e modernização do sector agro-pecuário são os assuntos mais tratados em comunidades carentes e povoações do interior. Ingredientes importantes, segundo os candidatos, para temperar o turismo sustentável que se quer para a ilha.

Boa Vista: Candidatos apostam nos bairros mais carenciados

No bairro da Barraca, José Pinto Almeida deu um prazo de três meses ao governo para arrancar com o projecto que tem em conjunto com a Câmara, a reabilitação das moradias. “Damos 90 dias para o governo dizer se quer ou não resolver este problema. Se disserem que não, vamos avançar sozinhos através de cooperação com investidores, sociedade de desenvolvimento e recursos da Câmara. Vamos começar com o calcetamento das ruas, legalizando os terrenos, porque achamos importante que cada pessoa tenha a sua casa em seu nome”, desafia.

José Pinto Almeida garante mais, que ninguém vai ficar sem tecto ou sem ter alternativa de moradia. Diz que a sua plataforma contempla mais terrenos para a construção de casa própria a preço reduzido, continuando assim a sua política de habitação social e económica, num contexto de parcerias público-privadas.

Enquanto o MpD deixa promessas de mais investimentos na habitação, mais moradias sociais e económicas, o PAICV lança duras críticas quanto aos critérios de atribuição de moradias sociais na ilha das dunas. Em Farinação, mais um bairro clandestino da Boa Vista, o PAICV diz ter encontrado muitos casos flagrantes de desigualdade social, pobreza extrema. Concluindo, uma capital do município ( Sal Rei) abandonada à sua sorte.

Walter Évora promete: “Vamos trabalhar com o governo, mas com programas da câmara para a habitação social, com uma política justa e um critério de avaliação muito rigoroso, para atribuir as casas a quem realmente precisa. Vamos fazer diferente do que tem sido feito até agora, que é atribuir casas em troca de votos. Mais nada”.

Por seu lado, o Forças Vivas tem atacado, sobretudo, as localidades do interior. O grupo independente quer espantar o problema de desemprego que afecta a zona Norte, transformando-a num dos maiores centros agrícolas de Cabo Verde, fornecendo os produtos aos hotéis que até agora importam praticamente tudo da Europa. Uma estratégia que, segundo Manuel António, vai gerar 250 postos de trabalho.

Manuel António Mendes explica como: “A organização começa com um engenheiro agrónomo e técnicos agrícolas que vão acompanhar a produção ao longo do ano. Através da associação de agricultores do Norte vamos organizar o escoamento para os hotéis. Mas têm que ser produtos com qualidade. E tudo isso tem de ter continuidade. Nós não podemos produzir no mês de Janeiro e depois não produzir no mês de Agosto”.

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