CORREIO DAS ILHAS

A SEMANA : Primeiro di?rio caboverdiano em linha

Café dos Mosteiros entra na era da industrialização 14 Maio 2012

Até o final deste mês estará em Cabo Verde uma equipa técnica brasileira para instalar as novas máquinas de processamento do café dos Mosteiros.

Café dos Mosteiros entra na era da industrialização

Com a instalação desses novos equipamentos, Mosteiros vai entrar na era da industrialização do café, passando o município a dispor de uma unidade fabril com dois métodos modernos de processamento do café.

Uma das máquinas a ser instalada na unidade fabril da Pro-café fará a debulha do café cereja seco, selecção e calibração através do método de debulha por via seca. Serão igualmente instaladas duas máquinas de debulha por via húmida nas zonas altas, uma em Cutelo Alto e outra, possivelmente, em Rocha Fora.

O método de debulha por via húmida, muito comum em vários países, será uma inovação em Cabo Verde visto que o café cereja será processado no mesmo dia da sua colheita e a água utilizada nesse processo será reciclada e reutilizada. Com este método, reduz-se o tempo e o espaço necessário para a secagem do café dando melhor qualidade ao produto.

Neste momento, a empresa Fogo Coffee Spirit está a trabalhar na remoção da máquina de debulha de café que se encontra inoperante há cerca de três anos. A máquina, que chegou a Cabo Verde em 1968, depois de alguns anos de funcionamento em Angola, será instalada no futuro museu do café a ser criado pela Câmara Municipal, como forma de preservar parte da história do município e do seu cartão-de-visita que é sem dúvidas o café.

A empresa Fogo Coffee Spirit comprou mais de 24 toneladas de café produzido nas encostas montanhosas dos Mosteiros, o equivalente a 40 por cento da produção de 2012. A grande parte do produto será exportada para a Holanda. Neste primeiro ano de actividade, a empresa investiu cerca de 18 mil contos na aquisição de equipamentos.

Criada em finais de 2011, a Fogo Coffee Spirit tem como accionista maioritária a empresa holandesa Trabocca que detém 51 por cento das acções. Mas também conta com a sociedade da Casa Rodrigo, com 44 por cento das quotas, e a associação dos produtores de café dos Mosteiros que ficou com cinco por cento.

publicidade

Os artigos mais recentes

100% Prático

publicidade





Mediateca
publicidade


Cap-vert

Uhau

Uhau