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Guiné-Bissau: CPLP alerta para risco de deslocados, refugiados e epidemias 07 Maio 2012

A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa alerta para os riscos de deslocados, refugiados e epidemias na Guiné-Bissau depois do golpe de Estado do passado dia 12 de Abril. Para evitar um agravamento da situação humanitária naquele país, a CPLP exige a tomada de medidas por parte da comunidade internacional.

Guiné-Bissau: CPLP alerta para risco de deslocados, refugiados e epidemias

Numa reunião extraordinária realizada este sábado em Lisboa, a CPLP exigiu ainda a reposição da ordem constitucional na Guiné-Bissau, ao mesmo tempo em que condenou “veementemente e sem reservas” o golpe de Estado do passado dia 12 de Abril.

“A CPLP exige a reposição integral da ordem constitucional na Guiné-Bissau, abrangendo a restauração do funcionamento e da autoridade dos órgãos legítimos de poder, incluindo o Presidente da República interino e o Primeiro-Ministro, bem como a conclusão do processo eleitoral interrompido pelo golpe de Estado”, disse a CPLP em comunicado, adiantando que está “ao lado do povo guineense”.

“As únicas autoridades da Guiné-Bissau reconhecidas pela CPLP são as que resultam da legitimidade constitucional e democrática”, prossegue a nota, mostrando-se satisfeito pela libertação de Raimundo Pereira e Carlos Gomes Júnior. Mas a comunidade vai mais longe e diz que os dois eleitos pelo povo devem exercer a plenitude dos seus direitos civis e políticos naquele país, exigindo igualmente a libertação dos outros detidos.

A CPLP quer ainda que o Conselho de Segurança das Nações Unidas imponha sanções aos militares e civis implicados no golpe de Estado e manifestar apoio às medidas restritivas, recentemente adotadas pela União Europeia, contra militares guineenses e às sanções previstas pela CEDEAO.

A CPLP vai responder ainda ao pedido da Guiné-Bissau e vai criar uma força de estabilização, juntamente com o Conselho de Segurança das Nações Unidas, que irá incluir membros da CEDEAO e ainda da União Africana.

Nesta reunião extraordinária realizada em Lisboa neste sábado, a CPLP realçou ainda a necessidade de reforçar o sector da defesa e da segurança na Guiné-Bissau, bem como combater a impunidade e a ameaça do narcotráfico na África Ocidental.

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