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Tirzah Évora sem visto para o concurso “Miss Mundo” 20 Outubro 2011

Só um milagre poderá levar a candidata de Cabo Verde à passarelle do concurso “Miss Mundo”, que acontece no dia 1 de Novembro, em Inglaterra. Conseguir o visto de entrada no país de Sua Majestade é complicado, mas também faltou “empenho” da embaixada do nosso país em Dacar para agilizar o processo em Accra, criticam Eloisa Morais (organização) e a própria Miss CabO Verde, Tirzah Évora.

Tirzah Évora sem visto para o concurso “Miss Mundo”

Eloisa Morais garante que a organização fez o possível para que Tirzah Évora pudesse marcar presença no concurso em Inglaterra. “O concurso Miss Cabo Verde deveria acontecer em Agosto. Mas, por causa das eleições presidenciais, tivemos de adiá-lo para Outubro. E, por causa disso, ficamos com o tempo limitado para conseguir o visto. O mais complicado é que não existe embaixada da Inglaterra em Cabo Verde”, explica a organizadora da competição.

Antevendo problemas, Eloisa Morais encetou contactos com a embaixada de Cabo Verde em Dacar, mas foi informada que a candidata teria de se deslocar e permanecer 15 dias na capital do Gana, país onde a Inglaterra possui representação diplomática. Porém, nem a organização nem a candidata tinham ou têm disponibilidade e dinheiro para ficar duas semanas em Accra.

“Solicitamos uma intervenção da embaixada de Cabo Verde em Dacar para agilizar o processo, mas não fomos bem tratados”, acusa Morais, para quem é incompreensível a apatia das autoridades, sobretudo porque acredita que Cabo Verde poderia conseguir um bom resultado na edição londrina da “Miss Mundo”.

Eloisa Morais afirma que para estar no concurso a organização pagou os direitos, pois, mais do que a candidata, Cabo Verde é que estaria em destaque. “Tirzah teria de estar em Londres na quarta-feira, mas a organização prorrogou o prazo até sábado. Mas vai ser impossível. Já tínhamos solicitado material promocional na CI, a nossa candidata ia desfilar com trajes típicos e a nossa música seria ouvida…”, lamenta Eloisa Morais.

De mãos atadas, Tirzah Évora admite que é “frustrante saber que há pessoas que poderiam fazer algo para que Cabo Verde pudesse estar neste concurso e não fazem nada”. Desolada, a Miss Cabo Verde explica que ainda tentou viajar para Dacar, mas o embaixador disse que era perda de tempo, uma vez que só no Gana existe uma representação diplomática da Inglaterra.

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