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Pedro Pires vai interceder para Guiné Equatorial entrar na CPLP 17 Junho 2010

O Presidente da República de Cabo Verde vai interceder para que a Guiné Equatorial entre na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Pedro Pires vai pedir também que a Guiné Equatorial assuma a presidência da União Africana no biénio de 2011/2012.

Pedro Pires vai interceder para Guiné Equatorial entrar na CPLP

No final do primeiro dia da visita do Presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, a Cabo Verde, os dois chefes de Estado assumiram as “boas relações” entre os dois países e assinaram acordos de cooperação em diversos sectores da economia, como o turismo e as tecnologias de informação.

Entre os assuntos discutidos, esteve a adesão da Guiné Equatorial à CPLP (Comunidade de Países de Língua Portuguesa) e a candidatura à presidência da União Africana por parte daquele país da África Ocidental.

Pedro Pires assumiu que apoia a adesão da Guiné Equatorial à CPLP, “com base na política externa que tem sido usada” e desvalorizou o facto de haver países a condenarem este país africano por violação dos direitos humanos, assim como a questão da língua.

“Não temos de seguir as recomendações dos outros países ou estar sujeitos às suas opiniões. Nós temos a nossa estratégia e objectivos e as nossas políticas externas e a questão da língua não é válida porque se não nós não pertenceríamos à Francofonia”, justificou Pedro Pires. “A Guiné Equatorial tem lugar na CPLP”, acrescentou.

“Com base nos mesmos princípios” , o chefe de Estado cabo-verdiano assume o apoio à Guiné para a presidência da União Africana. “Tenho 50 anos de política e também muito arquivo. Sei muito bem tudo o que todo o mundo faz, portanto sejamos realistas”, rematou Pedro Pires.

O asemanaonline sabe que Pedro Pires vai pedir na próxima cimeira da CPLP, a acontecer em Julho, em Luanda, Angola, para apoiarem a Guiné Equatorial a assumir a presidência da União Africana no biénio de 2011/2012. “Está convidado para a reunião”, disse Pedro Pires ao seu homólogo.

Acordos de cooperação e memorandos de entendimento

Cabo Verde e a Guiné Equatorial assinaram um acordo para a exploração de serviços aéreos entre, e para além, dos respectivos territórios e assinaram, igualmente, cinco memorandos de entendimento: relativo a intercâmbios e consultas em matéria de transportes aéreos; no sector das telecomunicações; nas tecnologias de informação e comunicação; no turismo e, por último, relativo a consultas bilaterais entre os ministérios dos Negócios Estrangeiros.

Os respectivos ministros analisaram ainda outras perspectivas de cooperação nos sectores do ensino e formação, agricultura, recursos hídricos, pescas e energias.

“Quando falamos em cooperação, falamos em aproveitar as vantagens que temos no intercâmbio da experiência e a experiência de Cabo Verde pode servir para levar para a Guiné Equatorial, como por exemplo na área das tecnologias e a experiência informática na gestão administrativa”, admitiu o Presidente Teodoro Obiang Nguema Mbasogo.

Obiang Nguema elogiou ainda “o ambiente de paz que se vive” em terás crioulas e ainda destacou que “Cabo Verde é um modelo que qualquer país pode imitar até pelo bom entendimento entre as diferentes forças políticas”.

O presidente da Guiné Equatorial referiu ainda que esta relação com Cabo Verde “pode significar algo para os outros países africanos”. “Com base na troca de experiências e com esforço dos países africanos podemos conseguir as nossas independências”.

Pedro Pires, por seu lado, sublinhou que “há um antes e um depois” destes documentos assinados e que, desta forma, “estão criadas as condições para intensificar e diversificar as relações entre os dois países”.

IMN

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