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Arménio Vieira sobre o Prémio Camões: “Eu preferia não ganhar” 03 Junho 2009

Arménio Vieira reagiu, à sua maneira, à escolha do seu nome para o Prémio Camões deste ano. “Eu preferia não ganhar”, respondeu quando abordado por “asemanaonline”. “Já recebi mais de 100 telefonemas, já dei várias entrevistas, enfim, isto cansa”, disse.

Arménio Vieira sobre o Prémio Camões: “Eu preferia não ganhar”

Para o autor de “Mitografias”, a escolha vale sobretudo para Cabo Verde, que nunca vira nenhum dos seus escritores a ganhar este que é o mais importante prémio literário da língua portuguesa. ““Já recebi mais de 100 telefonemas, já dei várias entrevistas, enfim, isto cansa”, disse. “Da minha parte encaro este prémio com naturalidade, como uma coisa normal”.

Antes, em Cabo Verde, Arménio Vieira foi por diversas vezes galardoado com prémios literários, o primeiro dos quais em 1976, quando conquistou os Jogos Florais, num júri integrado por Arnaldo França, Manuel Duarte, etc.

Mais recentemente, nos anos noventa, obteve também um dos prémios da Associações dos Escritores de Cabo Verde, AEC. Contudo, pelo seu valor pecuniário e pela sua projecção internacional, o Prémio Camões é, sem dúvida, a mais importante distinção literária deste que é considerado um dos maiores escritores cabo-verdianos da era moderna.

Arménio Vieira é autor de quatro livros, dois de poemas e dois romances, respectivamente, “Poemas” e “Mitografias e “O eleito do sol” e “No inferno”, fora vários outros textos publicados de forma dispersa, sobretudo, em Cabo Verde.

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