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Embaixador Carlos Veiga garante que não haverá deportação massiva de cabo-verdianos nos EUA 12 Maio 2017

O embaixador de Cabo Verde em Washington, EUA, Carlos Veiga garantiu, hoje (11), na Cidade da Praia, que não haverá deportação massiva de cabo-verdianos nos EUA.

Embaixador Carlos Veiga garante que não haverá deportação massiva de cabo-verdianos nos EUA

Carlos Veiga, que falava aos jornalistas à saída de uma visita de cortesia ao Presidente da Republica, Jorge Carlos Fonseca, confirmou a existência de uma lista integrada por cerca de 400 cabo-verdianos que inclui, para além dos cidadãos com antecedentes criminais, também os ilegais.

Segundo Inforpress, Veiga adiantou que a prioridade das autoridades norte-americanas, com as quais a nova missão diplomática tem dialogado, envolve um grupo restrito de 20 pessoas que cometeram crimes com gravidade ou que os americanos consideram de crimes graves.

“Está garantido que não vai haver uma deportação massiva de cabo-verdianos. Não é encher um avião e trazer… não é nada disso. O que preocupa as autoridades americanas é um grupo restrito de pessoas que cometeram crimes de gravidade ou que os americanos consideram graves”, disse adiantando que essa deportação já vem acontecendo pouco a pouco. “Esses 20 estão a vir todas as semanas. Vem dois ou três. Mas nós sabemos com mais de um mês de antecedência. Portanto, quando temos que advogar os casos por razões humanitárias, de saúde, nós advogamos e os americanos têm aceite quando as razões são plausíveis”, disse o embaixador.

Carlos Veiga recordou, diz ainda a Inforprees, que o país saiu recentemente da lista dos países não cooperantes em matéria de imigração, lugar para o qual tinha entrado devido à recusa, durante vários anos, em receber cabo-verdianos que tinham uma sentença de deportação.

“Nós já temos o processo estabilizado, mas não estamos satisfeitos só com isso”, disse, adiantando que a Embaixada de Cabo Verde em Whasignton já esta trabalhar tendo em vista a criação do programa denominado “Programa de Prevenção, Monotorização e Reintegração”, que visa prevenir casos de deportação e ao mesmo tempo garantir reintegração àqueles que são deportados.

“Não podemos continuar a permitir que cabo-verdianos venham deportados e quando chegam aqui não têm familiares e não têm nenhum recurso. Portanto nós temos de ser capazes de dar-lhes mais uma chance, mais uma oportunidade de se reintegrarem e estamos a trabalhar nesse projecto”, disse Veiga, citado pela agência cabo-verdiana de noticias, adiantando que a ideia é de trabalhar lá nos EUA e aqui no país para a efectivação desse projecto.

Neste sentido, aproveitou para pedir o apoio do Presidente República no sentido de sensibilizar personalidades e instituições a envolverem nesse programa, que, na sua perspectiva, poderá ter bons resultados.

Falando do geral da sua missão enquanto chefe da diplomacia, Carlos Veiga adiantou que neste momento há um ambiente de trabalho que é positivo para Cabo Verde e para o aprofundamento das relações entre os dois países. “Encontro da parte dos nossos parceiros americanos melhor respeito, consideração e boa vontade e os assuntos vão avançando há medida das possibilidades e temos todas as condições para que essas relações se aprofundem e se expandem cada vez mais. Temos uma relação de muita confiança política, mas queremos também os investimentos americanos em Cabo Verde e a comunidade cabo-verdiana valorizada. E estamos a trabalhar neste sentido”, declarou Carlos Veiga segundo a Inforpress.

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