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A ARTE DE ADMINISTRAR 10 Maio 2017

Quando o interesse coletivo e o bem comum são deixados de lado, não se pode mais falar em administração, mas sim em adulteração do seu conteúdo e do seu sentido, uma atitude que corrói e destrói qualquer tipo de organização.

Por:José João Neves Barbosa Vicente

A ARTE DE ADMINISTRAR

A administração é uma atividade importante e indispensável para todos os homens. Na verdade, não há sociedade que ousa dispensá-la; por isso ela está presente em todos os tipos de organizações, sejam elas religiosas, políticas ou econômicas. Mas, apesar da sua importância indiscutível para os homens, a administração costuma ser uma atividade prejudicial e perigosa, principalmente quando os administradores esquecem os interesses coletivos e o bem comum, para se concentrarem na busca da realização de interesses pessoais, mirando sempre vantagens, sejam para si próprios, para os seus empregadores ou para o grupo que representa.

A arte de administrar leva em consideração unicamente o interesse público, ela dispensa, portanto, aqueles cujo interesse está voltado para o poder e o prestigio; a administração não é um meio para servir aos interesses particulares.

Quando o interesse coletivo e o bem comum são deixados de lado, não se pode mais falar em administração, mas sim em adulteração do seu conteúdo e do seu sentido, uma atitude que corrói e destrói qualquer tipo de organização. Quando alguém assume uma atividade administrativa, precisa apenas administrar, isto é, concentrar todos os seus esforços para fazer não o que deseja, mas sim o que deve ser feito; o único interesse louvável na arte de administrar é aquele que aponta para o bem comum e para a coletividade. O indivíduo incapaz de abrir mão dos seus desejos e vontades particulares para trabalhar em prol dos interesses gerais e coletivos, buscando sempre o bem comum, deve ficar longe da função administrativa.

PS: Filósofo, professor da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e Editor da GRIOT: Revista de Filosofia.

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