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Câmara dos Mosteiros deve abandonar mentalidade de vítima sobre escassez de electricidade no município 09 Maio 2017

A produção, transporte e distribuição de energia eléctrica nas localidades de Ribeira Ilhéu e Atalaia (norte do Concelho) é da inteira responsabilidade da Câmara Municipal dos Mosteiros (CMM). Esta medida foi levada à cabo pelo edil do então, Dr. Hugo Rodrigues (Rª Ilhéu) e mais tarde complementada pelo actual edil (Atalaia). Para tal, a Câmara recorre à uma central termoelétrica (central força, situada em Atalaia). Sabe -se que esta iniciativa tem um custo avultado aos cofres camarário. Desde o início a energia eléctrica nessas localidades tem sido residual - 12 horas de energia por dia (14h00-23h59) e sempre com quebras e falhas permanentes.

Por: Isidoro Gomes

(EX-candidato do MpD á Câmara dos Mosteiros)

Câmara dos Mosteiros deve abandonar mentalidade de vítima sobre escassez de electricidade no município

Convém também referir que desde os anos 90 que não se faz a manutenção dos candeeiros e lâmpadas fundidas nos postes para a iluminação pública. Sim, nessas localidades, duas das maiores do nosso concelho, pouco tempo depois da inauguração de electricidade, anda-se ali às escuras e continua-se ali às escuras. Grave. Muito grave.

Em comparação com outras localidades da mesma dimensão e, se juntarmos à isso o facto das localidades de Aldeia e Rocha-Fora nunca terem acesso à energia eléctrica, conclui-se que em termos líquido, praticamente a zona norte do município (cerca de 25% de habitantes do concelho) não tem energia eléctrica. Acontece que desde mês Outubro (depois das eleições) à esta parte a coisa tem piorado (as quebras têm intensificado, permanecendo por vezes dias a fio sem energia, com perdas e custos materiais incalculáveis e irrecuperáveis por parte das famílias e, com explicações patéticas e vitimizadoras por parte da CMM.

Não nos esqueçamos que no decurso das autárquicas’16 a CMM fez ligação de energia nessas localidades a torto e a direito (onde o critério era: votas em mim, ligo-te a luz!) e levou à cabo inúmeras “perdões de dívidas” de forma fictícia e irresponsável, ou seja, dizia-se àqueles que tivessem facturas em atraso e por outro lado aborrecidos com a governação local (um potencial “voto contra”!), para não se preocuparem com as facturas em atraso, desde que o “voto útil” estivesse garantido no actual edil. Resultado: como tudo na vida tem custo, chegou o momento de cobrar pois, as eleições terminaram. A estratégia da CMM é imputar responsabilidades à outrem, isto perante a sua incapacidade de resolver um problema que já dura duas décadas.

Solução:

O “Projeto 6 Ilhas” - Desenvolvimento dos Sistemas de Transporte e Distribuição de Eletricidade em seis ilhas de Cabo Verde, que inclui Fogo e que tem os Mosteiros como um dos beneficiários, sendo a ELECTRA o cliente, pode ser a solução para esse crónico problema de energia. A conclusão do projecto na zona norte do nosso concelho já foi anunciada três vezes. Nota-se que os prazos da execução dessa obra não estão a ser cumpridos. E quem sofre com isso, em última instância são as populações.

Devem a ELECTRA, o Governo Central e o Governo Local fazerem de tudo para terminarem a implementação desse projecto e levarem a electricidade de forma permanente à essas populações pois, o bem-estar tem por base o acesso à energia eléctrica. Ora, enquanto esse projecto não terminar, a CMM não pode sacudir a água do pacote e fazer-se de vítima. É sua obrigação manter essas localidades (Rª Ilhéu e Atalaia) iluminadas e ajudar no atenuar de sofrimento desses concidadãos, até chegar a solução definitiva.

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