OPINIÃO

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A ISENÇÃO DOS VISTOS AOS EUROPEUS 21 Abril 2017

Mas, a vertente económica, consegue-se através de um plano estratégico para o Turismo. Em vez disso, estão a seguir uma moda Africana. Senegal e toda a África fez, vamos também fazer. Finalmente, a aversão a África do MpD, estagnou-se. Mais uma vez, o slogan "somos diferentes, fazemos diferente", revelou-se uma fraude. Se querem seguir a moda, copiem o " Timor-leste,Dominica, Granada, Santa Lúcia, São Vicente ,Granadinas, Trindade e Tobago, Kiribati, Ilhas Marshall, Micronésia, Nauru, Palau, Samoa, Ilhas Salomão, Tonga, Tuvalu e Vanuatu", que conseguiram um acordo de mútua isenção de visto com a UE.**

Por: Samilo Moreira

 A ISENÇÃO DOS VISTOS AOS EUROPEUS

Scapa: "Quando o Paicv aumentou (mal) o valor dos vistos, não levou ao Parlamento... porquê agora teria o MpD de levar o assunto ao Parlamento?" Miguel Monteiro, Deputado e Secretário-geral do MpD, no seu Facebook

Primeiramente, aumentar é diferente de isentar. E, em certo caso podem ter mesmo efeitos, ser nulo ou negativo, isto é, nem sempre, mesmo na economia, a teoria de que reduzir o preço aumenta a procura, aplica-se. Se a Síria (sem ofender esse país) isentar o visto, será que por si só aumentará os turistas? É da responsabilidade de um governo tomar decisões políticas que conciliem a “segurança” de seus cidadãos com a facilitação de entrada de estrangeiros, seja para que fim for, tendo em conta a sua realidade económica, social, militar, estrutural etc, do e no momento, em primeiro lugar, sem ignorar da vertente económica: estimular o PIB por via do turismo, criando empregos e rendas para os cidadãos no país. Mas, a vertente económica, consegue-se através de um plano estratégico para o Turismo. Em vez disso, estão a seguir uma moda Africana. Senegal e toda a África fez, vamos também fazer. Finalmente, a aversão a África do MpD, estagnou-se. Mais uma vez, o slogan "somos diferentes, fazemos diferente", revelou-se uma fraude. Se querem seguir a moda, copiem o " Timor-leste,Dominica, Granada, Santa Lúcia, São Vicente ,Granadinas, Trindade e Tobago, Kiribati, Ilhas Marshall, Micronésia, Nauru, Palau, Samoa, Ilhas Salomão, Tonga, Tuvalu e Vanuatu", que conseguiram um acordo de mútua isenção de visto com a UE.**

Essa decisão é tão má (explicada), que o desespero levou o Deputado e Secretário-geral do MpD, MM a parafrasear, imaginem, o Scapa. É o cúmulo do ridículo ver, que até José Maria Neves - o mais irresponsável politico que o país já produziu até agora, considera -a uma "medida absurda e "sem sentido". O Presidente da República, ainda emocionado pela visita do seu entusiasmante homólogo Português, lá postou através do antiflante Zuckerberguiano, que o/s problema/s é que fora/m "anunciadas descuidadamente ou sem uma boa comunicação". Nessa sua concordância súbtil, vetou a comunicação e vai promulgar a isenção. O absurdo não funciona com boa comunicação, Senhor Presidente.

Quando a decisão politica é do máximo interesse nacional, por respeito aos cidadãos (e ser diferente), deveriam informar-nos de forma clara; sem deixar de auscultar -nos, sobre esse tipo de iniciativa. Há claramente uma falta de cultura democrática nos nossos politicos, no que toca a discussão pública, os interesses públicos e nacional. Foi renegociada a nossa presença na CEDEAO, sem que nenhum caboverdeano percebesse exatamente do que se trata, quais os ganhos, perdas, vantagens, consequências e, que tipo de união foi feito. Percebe-se a necessidade de receitas por parte do Estado, embora, a fuga generalizada aos impostos é que deveria ser a prioridade. Mas, é um paradoxo, um amadorismo e uma irresponsabilidade (até provarem o contrário), abrir mão de “20 milhões de euros/ano” em troca de um suposto aumento de turistas e de receitas, com a isenção, sem sequer apresentar pelo menos um rascunho de estudo efectuado.

Falam em desburocratizar o processo. Segundo o site da embaixada de Cabo Verde, para se obter um visto de "Turismo-Entrada única, Utilizável no prazo de 180 dias (permite 60 dias de permanência consecutiva em território cabo-verdiano) são precisos: Passaporte, Formulário devidamente preenchido e assinado, 1 Fotografia (tipo-passe), SENHA e 44,20€ de Emolumentos”. Não sabem onde e porquê existem Burocracias nos departamentos públicos em Cabo Verde, e nas embaixadas em particular?

Fizeram algum inquérito aos turistas que nos visitaram, afim de se saber quais as principais burocracias encontradas para a obtenção do visto para Cabo Verde? Há reclamações dos cidadãos que nos visitam quanto a uma suposta dificuldade em obter os vistos ou relativo as taxas cobradas? Houve um estudo que comprove que há uma correlação directa entre isenção dos vistos com aumento do fluxo em Cabo Verde? E, se houver outras coisas que realmente impedem o aumento dos fluxos de turistas em Cabo Verde? Como irá o governo repor as perdas dessas receitas? Estarão os nossos agentes preparados (em todo o sentido) para o fluxo que se pretende atingir? E o agravar da situação da pedofilia, foi tomado em consideração? Já tentaram saber qual a percentagem de turistas que consome nos locais fora dos hotéis em comparação com os all includes? A TACV está preparada para o hipotético fluxo, ou irá ser privatizada juntamente com a liberalização desse mercado? A questão fundamental sobre essa isenção é : Cabo Verde reúne todas as condições necessárias para a isenção de visto ? Se sim, apresentam-nas.

** http://www.europarl.europa.eu/news/pt/news-room/plenary/2014-02-24/7

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