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Coreia do Norte diz que há risco de uma guerra nuclear com os Estados Unidos 18 Abril 2017

A tensão entre Estados Unidos e Coreia do Norte pode acabar em uma guerra nuclear entre as duas nações. O alerta sobre o risco foi dado nesta segunda-feira (17) pelo embaixador do país asiático na ONU (Organização das Nações Unidas), Kim In Ryong.

Coreia do Norte diz que há risco de uma guerra nuclear com os Estados Unidos

O diplomata afirmou que os Estados Unidos estão "perturbando a paz e a estabilidade globais, insistindo em uma lógica de gângster". Nos últimos dias, o governo do presidente Donald Trump deslocou um porta-aviões e navios antimísseis para a região e prometeu agir unilateralmente caso a Coreia do Norte continue realizando testes nucleares e balísticos.

As declarações do embaixador norte-coreano foram dadas poucas horas depois da visita do vice-presidente dos Estados Unidos , Mike Pence, à zona desmilitarizada na fronteira entre a Coreia do Sul e a do Norte, parada que não estava prevista na agenda de sua viagem de dez dias pela Ásia.

Pence esteve na base militar norte-americana de Camp Bonifas, a apenas quatro quilômetros da zona desmilitarizada, e disse que a era da "paciência estratégica" com o regime de Kim Jong-un "terminou". O vice de Donald Trump afirmou que os Estados Unidos e seus aliados usarão "meios pacíficos ou, em última análise, qualquer meio necessário" para "estabilizar" a região.

O último teste balístico executado pelos norte-coreanos ocorreu no domingo passado (16), mas o míssil explodiu pouco depois do lançamento. "Conduziremos outros testes balísticos com base semanal, mensal e anual", disse nesta segunda à rede britânica " BBC " o vice-ministro das Relações Exteriores de Pyongyang , Han Song-ryol.

“Solução Pacífica”

Ao contrário de seu vice, Trump deu entrevista à rede de televisão “ CNN ” e suavizou a retórica dos últimos dias e afirmou esperar que seja possível uma "solução pacífica" para as tensões na península coreana. Já a China , que no fim de semana havia alertado que Washington e Pyongyang estavam "a um passo da guerra", cobrou o fim das provocações.

O objetivo de Pequim é retomar o diálogo multilateral, que envolve também os vizinhos Rússia e Japão e está congelado desde dezembro de 2008. Tanto Moscovo quanto Tóquio também pediram diálogo para reduzir as tensões. Os recentes bombardeios norte-americanos na Síria e no Afeganistão aumentaram os temores na Ásia de que o país possa também golpear o regime de Kim Jong-um na Coreia do Norte, que já prometeu "reagir" a eventuais "agressões" de Washington. Fonte: iG/Ansa

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