Retratos

A SEMANA : Primeiro di?rio caboverdiano em linha

Presidente da ACVB Joe Miranda: Delinquência juvenil em Brockton envolve mais jovens que nascem nos EUA 17 Abril 2017

Joe Miranda, presidente da Associação Cabo-verdiana de Brockton (ACVB), revela, em exclusivo ao Asemanaonline, que o índice de criminalidade nessa cidade norte-americana envolve mais jovens que nascem nos EUA. Perante esta situação, deixa uma mensagem à juventude descendente e aos pais que têm enfrentado estas situações: O Governo e o Sistema Americano são rígidos e por vezes não levam em consideração os factores culturais e linguísticos. Mas organização diz também que “tem trabalhado com diferentes organizações estaduais como mentores/conselheiros, acompanhando os jovens e promovendo programas de “After School” depois da escola educacional, académico e social.

Entrevista conduzida por: Nicolau Centeio

Presidente da ACVB  Joe Miranda: Delinquência juvenil em Brockton envolve mais jovens que nascem nos EUA

Desde quando existe a ACVB , quantos membros tem neste momento e como consegue fundos para funcionar?

A Associação foi fundada em Setembro de 1977. De momento conta com 12 membros. Quanto aos fundos da Associação são garantidos através de apoios do Estado Americano e das fundações privadas.

Fala-se muito da delinquência juvenil envolvendo jovens de descendência cabo Verdiana nesta cidade. O que a organização tem feito para combater este fenómeno?

Trabalhamos com diferentes organizações estaduais em programas de “mentor” como conselheiro (a), para acompanhar os jovens. Também temos programas de “After School” depois da escola educacionais, académicos e sociais

Há alguns dados em termos de índices de criminalidade e delinquência juvenil no Borckton?

De acordo com o jornal local "The Enterprise", em 2014 a cidade de Brockton teve 16 homicídios (no qual mais da metade envolvia Cabo-Verdianos como autores ou vítimas), o que representa um aumento comparando com oso dados de 2013. No mesmo ano de 2014, a polícia fez a busca de drogas no qual mais de 20 indivíduos foram presos. E nesta busca mais da metade dos aprendidos era Cabo-Verdianos. E em 2015 a cidade de Brockton teve 9 homicídios, tendo quatro deles sido cometidos por Cabo-Verdianos.

Com isso, quer dizer que a tendência é com mais envolvimento de jovens que nascem em Cabo Verde ou nos EUA?

A tendência e com mais jovens que nascem nos EUA.

Que mensagem deixa à nossa juventude, mas também aos pais que têm enfrentado, com dores e decepções, estas situações?

Que o sistema e o governo é rígido e que por vezes não levam em consideração os factos culturais e linguísticos. Têm que estar mais atentos aos filhos, acompanhando-os melhor no dia-a-dia.

Em termos sociais, qual o contributo que a ACB vem dando para a melhoria das condições vida da população local?

A Associação oferece diferentes programas sociais, educativos para crianças e adultos. Colaboramos com outras organizações para implementar programas e iniciativas sociais na cidade de Brockton.

Os governos dos Estados Unidos da América e de Cabo Verde assinaram, no inicio deste ano, em Washington, um acordo para a deportação dos cidadãos ilegais com antecedentes criminais. É provável que o nosso país venha a ser obrigado a acolher, num período a ser negociado e fixado, pelo menos 400 emigrantes ilegais com antecedentes criminais. Este acordo foi do vosso conhecimento?

Infelizmente a Associação não pode intervir em leis imigratórias porque a gente recebe fundos do estado Americano para manter programas. Sendo isso um conflito. Nós soubemos desse caso quando foi anunciado publicamente.

Considera que o envio desses deportados pode aumentar crimes em Cabo Verde, principalmente no Fogo e Praia que vão acolher maior número desses conterrâneos nossos e o que Associação tem feito para ajudar com a legalização?

Não podemos fazer qualquer analise neste sentido. A Associação informa a comunidade sobre o processo de legalização pelas redes sociais, organiza cimeiras comunitárias com advogados, e fornece serviços de tradução.

Há registos de pessoas com mais de 20 anos, vivendo na ilegalidade. O que a ACVB tem sido feito por eles?

Nós acreditamos que sim, mais não temos dados concrectos nesse sentido.

Como avalia a integração da comunidade cabo-verdiana na sociedade norte-americana?

A integração como qualquer grupo cultural tem as suas dificuldades e desafios, mas o povo cabo-verdiano sendo um povo resiliente - tem ajustado bem com a realidade social. Em vários lugares - tanto públicos ou privados - encontramos como bancos, câmaras municipais e cabo-verdianos.

Há alguns desempregados alí? São de qual faixa etária?

Nos temos dados de desempregados, num modo geral, mais não por grupo étnico.

Os emigrantes da terceira idade – velhos que chegam aos EUA com mais de 60 e que não trabalham – vivem de que tipo de apoio social do Estado?

Quando são legais, qualificam-se para apoio social e monetário, nomeadamente comida, casa, seguro de saúde e dinheiro.

Os artigos mais recentes

100% Prático

publicidade






Mediateca
Cap-vert

Uhau

Uhau
publicidade


Newsletter