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Segurança interna ameaçada com a convocação da greve-geral da Polícia 21 Março 2017

A segurança nacional poderá estar em causa com os mais de 1.100 policiais, associados no Sindicato Nacional da Polícia (SINAPOL), que vão estar em greve-geral, seguida de manifestações, entre 30 e 31 de Março, em todo Cabo Verde. Segundo o pré-aviso entregue, esta – terça-feira, à Direcção-geral do Trabalho e ao Ministério da Administração Interna, em causa está um pacote de reivindicações pendentes, com destaque para a nivelação salarial entre os três ramos da PN – Polícia da Ordem Pública, Polícia Marítima, Guarda Fiscal - e o destino a dar aos 178 mil contos constantes do Orçamento Geral do Estado para este ano para resolver os problemas da instituição.

Segurança interna ameaçada com a convocação da greve-geral da Polícia

A Policia Nacional – tem aproximadamente 1.800 efectivos – está na iminência de experimentar, pela primeira vez, uma paralisação geral dos serviços. A confirmar, poderá ter repercussão negativa na segurança interna do país, principalmente na Praia, onde o nível da criminalidade é já elevado - pode ficar com dois dias sem policiamento.

É que, a liderança do sindicato representativo da classe, já entregou um pré-aviso para uma greve-geral de 48 horas – acontece entre 30 e 31 de Março, com arranque a partir das 8 horas, abrangendo todos os comandos e unidades da PN em todas as ilhas de Cabo Verde.

Conforme o presidente do SINAPOL, o caderno reivindicativo inclui três pontos. José Manuel Cardoso Barbosa precisa que o primeiro tem a ver com a diferenciação salarial, que precisa de ser equilibrada entre os três ramos da Polícia Nacional. «A grelha salarial dos agentes policiais de base necessita de ser nivelada com a da Guarda Fiscal. Já a nível da cúpula, o salário precisa ser equiparado com o da Guarda Fiscal», explica a mesma fonte.

Conforme o pré-aviso, a resolução dos pendentes – promoção e carreiras em atraso – é o segundo ponto do caderno reivindicativo. O último refere à redução da carga horária - vem prejudicando a grande maioria do pessoal policial estimado em cerca de 1800 efectivos – e a regulamentação do trabalho de turno e não só.

Verbas e promessas

O SINAPOL quer também saber do destino que o governo pretende dar às verbas orçamentadas para resolver os problemas da instituição policial. «Caso se mantiver o silêncio perante os 178 mil contos orçamentados para resolver os problemas da PN, o sindicato vai avançar com a greve-geral nos dias 30 e 31, seguida de uma manifestação a nível nacional», reafirma o presidente.

José Manuel Cardoso Barbosa fez questão de explicar, em conferência de imprensa realizada esta segunda-feira, que os problemas foram levantados em 2015 com a criação do sindicato, mas que em 2016, na sequência de um périplo que fez pelo país, descreveu-se, com a diplomacia, o estado da inquietude da situação da Polícia Nacional (PN) ao Ministério da Administração Interna.

“A diplomacia está a falhar por parte do Governo, que não está a cumprir com as suas promessas e que nos dotou de silêncio, sem qualquer comunicação apesar das audiências que temos vindo a solicitar», justificou Barbosa, para quem,apesar da complexidade da segurança e o sentimento aparentemente calmo da classe, com a recente mudança do Governo “a situação continua insuportável, com mais carga e sacrifícios às costas dos policiais, isto diante das limitações existentes”.

O presidente do SINPAL garante, através do pré-aviso a que este jornal teve acesso, que, apesar de não ter tido a sorte no diálogo com o ministro da Administração Interna, Paulo Rocha, o sindicato que dirige «mantém-se aberto para qualquer iniciativa do governo para a resolução pacífica das reivindicações da classe policial».

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