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Ex-PM de Cabo Verde diz voltaria a criar e recapitalizaria Novo Banco 16 Março 2017

O ex-primeiro-ministro de Cabo Verde José Maria Neves disse hoje que voltaria a criar o Novo Banco e que, no contexto atual, optaria pela recapitalização, não cedendo à "tentação fácil" da liquidação e à "imputação demagógica das responsabilidades".

Ex-PM de Cabo Verde diz voltaria a criar e recapitalizaria Novo Banco


 O ex-primeiro-ministro de Cabo Verde, José Maria Neves, disse, na quarta-feira,15, que voltaria a criar o Novo Banco e que, no contexto atual, optaria pela recapitalização, não cedendo à "tentação fácil" da liquidação e à "imputação demagógica das responsabilidades".

"Hoje, com a minha experiência e os dados disponíveis, faria o mesmo. Criaria o Novo Banco, limando, obviamente, as arestas e corrigindo alguns erros. Optaria, pois, pela recentragem do banco, pela sua recapitalização, protegendo os postos de trabalho e garantindo oportunidades de financiamento para micro e pequenas empresas e para os excluídos do sistema", disse José Maria Neves.

Numa extensa publicação com o título "Prisma" na sua página pessoal na rede social Facebook, José Maria Neves quebra o silêncio político de quase um ano para criticar a opção do Banco Central de Cabo Verde, apoiada pelo atual executivo do Movimento para a Democracia (MpD), de resolução do Novo Banco.

O banco central cabo-verdiano (BCV) anunciou quarta-feira a resolução e venda à Caixa Económica de Cabo Verde de parte da atividade do Novo Banco, uma instituição de capitais quase exclusivamente públicos, com cerca de 13.200 depositantes e vocacionado para a economia social e o microcrédito, criada durante os governos de José Maria Neves.

A resolução do Novo Banco é um primeiro passo para a sua extinção administrativa que representará um prejuízo estimado em cerca de 16,3 milhões de euros para os cofres do Estado e deixará cerca de 60 trabalhadores no desemprego.

Fazendo um paralelo com a situação da Caixa Geral de Depósitos, o ex-primeiro-ministro lembrou os prejuízos acumulados pelo banco público português e sublinhou a união de esforços para o fazer a sua recapitalização .

"Não houve a tentação fácil, nem de liquidação ou de imputação demagógica das responsabilidades a outrem", escreveu José Maria Neves.

Passando em revista todo o processo que levou à criação do Novo Banco e posteriormente aos problemas financeiros da instituição, o ex-primeiro-ministro adiantou que ao longo do tempo foram "detetadas insuficiências e elevados custos de gestão", que foram sendo corrigidas.

"Os acionistas, nos termos legais, aprovaram, em abril de 2016, por unanimidade, a recapitalização. Desde a assunção deste novo Governo, que propõe no seu programa a criação de um banco idêntico, não houve seguimento das decisões anteriores, nem tomada de medidas alternativas, tendo decidido, agora, um ano depois, pela liquidação do Novo Banco", assinalou Neves.

Responsabilidades e casos da década de 90

Assumindo responsabilidade, enquanto líder dos governos de então, por "tudo o que se fez, de essencial, de bom ou menos bom, a nível governativo em Cabo Verde, desde 2001 até 2016", José Maria Neves considerou que "havendo responsabilidades, elas devem ser assacadas, sem quaisquer titubeios".

"O país avançou muito e temos de agir diferentemente do que se fez na privatização da CV Telecom e do BCA, na liquidação da Caixa de Crédito Agrícola, na perda de 2 milhões de dólares da privatização da ENACOL ou dos 20 milhões de dólares do Tesouro aplicados nos Estados Unidos da América. E mais não digo", adiantou, numa alusão a decisões dos executivos do Movimento para a Democracia na década de 1990.

Fonte: Lusa

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