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PAICV propõe Comissão Parlamentar de Inquérito sobre Novo Banco 16 Março 2017

O PAICV anunciou, nesta quarta-feira, através de um comunicado assinado pelo seu Secretário-geral, que vai accionar o mecanismo regimental para a constituição de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para se debruçar, de forma mais aprofundada possível, sobre o caso do encerramento do Novo Banco. O maior partido da oposição desmentiu também as acusações do Secretário-geral do MpD, Miguel Monteiro, segundo as quais o vice-presidente Nuias Silva esteve presente numa reunião para representar os accionistas do extinto banco.

PAICV propõe Comissão Parlamentar de Inquérito sobre Novo Banco

A decisão dos tambarinas para se criar uma CPI sobre o Novo Banco é mesmo para avançar. «O PAICV vai fazer uso de todos os instrumentos legítimos e legais para o total esclarecimento desta situação em torno do Novo Banco e accionar o mecanismo regimental para a constituição de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para se debruçar, de forma mais aprofundada possível, sobre esta matéria», lê-se no documento.

O maior partido da posição fundamenta que, com essa iniciativa parlamentar, está, ciente das suas responsabilidades e movido pelo objectivo de promover a transparência na gestão da coisa pública e contribuir para um cabal esclarecimento dessa situação.

«A Resolução do Novo Banco – que ditou o seu encerramento - podia ser evitada pelo Governo se houvesse vontade para o fazer e isso só não aconteceu porque esse mesmo Governo, suportado pelo MPD, quis, de forma intencional e deliberada, que este Banco fosse extinto, para poder satisfazer os seus caprichos de demonstrar que tudo que foi feito pelo Governo anterior foi mal feito», sublinha a mesma fonte.

O documento, assinado pelo Secretário-geral Julião Varela, retomou a tese de que o governo suportado pelo MpD foi alertado sobre a situação do NB, mas não tomou nenhuma medida a tempo. «O Governo suportado pelo MPD foi alertado muito cedo e em tempo que a situação carecia de medidas urgentes porque havia (e há!) muitos interesses em jogo, designadamente a preservação de um Banco Nacional, e vocacionado para atingir um nicho de mercado quase que marginalizado pelo sector financeiro tradicional, para garantir a credibilidade do sistema, para cuidar da confiança das instituições nacionais e internacionais, para garantir os investimentos dos accionistas, para preservar os postos de trabalho e para não provocar uma desconfiança geral dos depositantes», diz, criticando que propostas apresentadas ao Governo para evitar a extinção do Novo Banco foram ignoradas, engavetadas e escondidas.

Nuías Silva desmente Miguel Monteiro

Entretanto, em conferência de imprensa sobre o encerramento do NB, realizada ontem, o Secretário-geral do MpD tinha questionado: Quem eram os representantes dos accionistas? Nuías Silva, na CECV, José Maria Veiga, no Instituto Nacional de Previdência Social (INPS) e agora deputado do PAICV, e Paulo Soares, presidente da Imobiliária Fundiária e Habitat (IFH), actual membro da direcção nacional do PAICV", enumerou Miguel Monteiro.

Reagindo, nesta quarta-feira, no Mindelo, a essas declarações, o deputado Nuías Silva, que é também vice-presidente do PAICV, acusou o Miguel Monteiro de ser «irresponsável» ao fazer afirmações que não correspondem à verdade dos factos. Silva reafirmou que nunca esteve em qualquer reunião para representar os accionistas do Novo Banco, tendo suportado a sua afirmação com a cópia de uma acta de reunião, que foi distribuída à imprensa.

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