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MORAL, CRESCIMENTO / DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO E O SONHO DO GRANDE MERCADO 26 Fevereiro 2017

Para se conceber um planeamento rigoroso dos recursos naturais é preciso antes de mais, discernimento na relação objectiva do planeador, com o que pretende melhorar, afinar, esperando resultados optimizados nos frutos a colher, na relação ser humano e o mundo bio-físico que o circunda.

Por: Luís Augusto de Pedro Clever Ferreira Duarte

MORAL, CRESCIMENTO / DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO E O SONHO DO GRANDE MERCADO

Os limites, balizas de qualquer economia tem a ver, precisamente, com o enquadramento da população desse país, de forma a conseguir os referidos resultados optimizados, com a necessária acutilância na programação do PIB ( produto interno bruto ), não permitindo excessos na relação do indivíduo(a) com os referidos Recursos Naturais.

Uma relação sadia, de equilíbrio é o que se quer, potenciando respeito pelas gerações vindouras. Um provérbio Japonês, “o planeta não é nosso, tomamo-lo de empréstimo aos Nossos filhos”dá a dimensão do problema da interacção entre as sucessivas gerações em qualquer sociedade planetária.

Da época medieval, mais atrás se assim o quiserem, que o Homem vem organizando o mercado laboral, passando pelo Renascimento e após este período a “explosão” demográfica, à custa da revolução tecnológica e industrial que então se operou. Estamos a referir-nos, à revolução industrial do séc. XVIII, sendo estes 3 períodos os mais relevantes, para atingir o objectivo deste ensaio.

A abundância de Recursos Naturais (RN) nesses períodos não criou tanto “stress” como o que vivemos actualmente, no mercado de factores em sentido lato, na mão de obra e, no mercado de capitais quer financeiros, quer tecnológicos.

O sonho do grande marcado foi despoletando e abrindo caminho para que se atingisse o paradoxo actual da extinção do planeta terra, pois, a cavalgada sobre os recursos naturais foi permitindo, que os excessos consentidos, tenham levado ao acasalamento defeituoso entre a Moral Social e o uso e abuso dos limites do equilíbrio da relação Ser Humano/RN.

A abundância permitida pelos sucessivos avanços da ciência e tecnologia levou a um profundo afogamento da tranquilidade social da família, criando sérios problemas de distribuição entre as classes sociais, pela diversidade e complexidade que essa abundância gerou,, com o nascimento dos centros cosmopolitas ( grandes cidades ) e o agravamento no tempo das tensões sociais, violência física e psicológica um pouco por todo o mundo, egoísmo esse, que tem dilacerado a relação sadia entre a Moral que defendemos e a referida Ciência e Tecnologia. Aqui estamos no cerne da questão!

Minimizar estes efeitos colaterais, foi e continua a ser o principal “calcanhar de Aquiles” dos governos de quase todos, senão mesmo todos, os países por este planeta fora. O problema fulcral é esta correcta distribuição na abundância gerada, que deveria ter sido absorvida, quanto mais não seja, pela eficiência que a Ciência permitiu, no escalonamento das actividades laborais, com o aparecimento da robótica, informática e burótica que levariam ao doseamento na relação população e RN.

O sonho do grande mercado, a cobiça, egoísmos associados, levariam ao estrangulamento, exaustão das relações sociais no nos so tempo, que poderia ter sido evitado e, a profunda contradição entre essa Ciência e a abundância que ela permitiu, espraiada na defesa da Moral que acompanhava, a revolução que se assistiu.

Se emprego 100 pessoas e pago 1000 unidades financeiras, ou seja 100.000 unidades financeiras, então se empregar 10 pessoas pago10 vezes mais, ou seja, 10.000 unidades financeiras / pessoa que batem certo com as 100.000 unidades financeiras, isto, num raciocínio simples e claro, e, a diferença no emprego é 10 vezes menor. Isto é justiça no mercado laboral. Os preços no mercado dos bens alimentícios e outros, deve reflectir esta diminuição no emprego, sendo pago o justo preço acrescidos de 1 kg de batata, cenouras, pimentos e por aí fora. A melhor forma de combater, no nosso modesto entendimento, a tendência inflaccionária dos preços, nos referidos mercados, de produtos e bens alimentares.

É de facto um problema de gestão financeira e de competitividade na produção, que nos leva a pensar no escalonamento das industrias em Cabo Verde, pois, nem tudo, segue esta lógica imposta pelos temos modernos. Só em pequena escala é que vislumbramos a robótica no meio rural cabo-verdiano, de facto o investimento a efectuar seria proibitivo para os “bolsos” de qualquer empresário rural. Isto se a tendência do exôdo rural se não se mantiver. Com exôdo rural mais teremos espaço para agro-indústrias com robótica no caso particular das indústrias agro-pecuárias, como leitarias, charcutarias, produção de mel de cana do açúcar, instalações agro-industriais essas, que terão limites espaciais, de energia e água. O mercado está evidente, será o mercado interno, nomeadamente o Turismo, sendo, pela qualidade dos produtos, possível a exportação para “nichos” no exterior de Cabo Verde.

Proponho ao leitor deste ensaio pensar no acréscimo de importação de combustíveis para o sector industrial, se nada se fizer para melhorar, extirpar a ineficiência da aplicação do Joule (J) por litro de combustível (gasóleo, gasolina, nafta, hidrogénio, etc…). A triagem industrial proposta tem que reflectir a inserção de Cabo Verde na grande região do SAHEL, na CPLP, e, reflectir de facto a inserção de Cabo Verde nos acordos comerciais ainda em vigor no nosso país.

Para finalizar dizer que a ambição desmesurada do autor deste ensaio, é a optimização na relação do Ser Humano ( cabo-.verdianos (as) ) com os seus RN e, pensamos, que a mudança do paradigma de Cabo Verde ( falta de emprego ) está para breve.

27/01/2017

Cientista, Engenheiro Agrónomo, Inventor

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