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Presidencial Francesa 2017: Da Rússia vêm desmentidos sobre tentativas de influenciar eleição 17 Fevereiro 2017

A candidatura de Emmanuel Macron, alegando estar a ser alvo de ataques dos órgãos de comunicação social e da Internet russos, com a finalidade de ajudar os seus rivais Marine Le Pen e François Fillon, pede ao governo francês para agir evitando acontecer “o que os americanos souberam tarde demais”. Da Rússia, chegaram vários desmentidos desde que o mandatário do “France En Marche” de apoio ao independente Macron fez a acusação na segunda-feira, 13.

Presidencial Francesa 2017: Da Rússia vêm desmentidos sobre tentativas de influenciar eleição

A acusação do mandatário de Emmanuel Macron, feita na televisão nacional francesa esta segunda-feira, 13 de imediato suscitou desmentidos dos órgãos russos Sputnik e Russia Today, os mais visados na primeira declaração directa feita por uma candidatura de que a Rússia está a procurar determinar o resultado da eleição presidencial, cuja segunda-volta está marcada para 7 de Maio.

A candidatura de Emmanuel Macron fez uma advertência clara ao governo: deve tomar medidas para evitar que aconteça na eleição francesa o que aconteceu na eleição americana, em que “os americanos sabiam”, mas “foi tarde de mais”.

Macron vai à frente

O candidato centrista independente, e ex-ministro da economia sob Hollande, tornou-se o alvo preferencial desde que ultrapassou nas sondagens (sobre intenção de voto) os seus adversários: Hamon (PS, esquerda), Melenchon (vários movimentos de esquerda e ecologistas), François Fillon (LR, direita) e Marine Le Pen (FN, extrema-direita.

Em entrevista ao Sputnik em 4 deste mês, o mandatário de François Fillon dizia "o ex-gestor financeiro Macron é agente do sistema da grande finança dos Estados Unidos". Acrescentou que iriam surgir em breve "revelações detalhadas sobre a sua vida pessoal". Para quem sabia, ele estaria a referir-se aos rumores sobre uma relação extra-conjugal com o director de "Radio France" Mathieu Gallet.

Sobre tais "revelações", Macron tomou a dianteira e no dia 6, durante um comício com os seus apoiantes, tomou em mãos o assunto, como reporta o digital L’Express do dia 6/2.

Macron e o seu holograma

"Eu sou quem sou, nunca tive de esconder nada. Já ouvi dizer que me estão a emprestar uma vida dupla, dizem que tenho uma vida escondida ou algo parecido".

"Isso não é nada simpático para a Brigitte" [a esposa, 24 anos mais velha]que, "como eu partilho os meus dias e noites com ela, se pergunta como é que eu faço!"

Numa mistura de humor e homenagem à Brigitte Macron, disse que tinha de esclarecer que "nunca tive de lhe pagar por isso", aludindo ao Penelopegate, escândalo do emprego fictício da esposa de Fillon.

Acrescentou: "E se alguém vos disser que levo uma vida dupla com Mathieu Gallet [assumido homossexual], só pode ser o meu holograma e não eu!", rematou.

Pró-Rússia versus pró União Europeia

“É evidente que a extrema-direita e a direita e os seus candidatos são apreciados na Rússia”, acusou Richard Ferrand, o mandatário do “France En Marche” (França em Marcha, ou Avancemos).

Segundo Ferrand, os órgãos Russia Today, Sputnik na sua edição francesa, têm atacado Macron que promete uma “Europa forte, uma EU coesa e com poder”. “Objectivamente, certos média russos não querem isso”, acrescentou.

François Fillon o candidato do partido LR, de Sarkozy, já prometeu que vai melhorar as relações com a Rússia.

Marine Le Pen tem dado vários sinais de aproximação à Rússia, desde a crise ucraniana.

Fontes: Média referidos. Fotos: Libération(1ª), Lexpress.

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