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EUA: Conselheiro de Trump, "vulnerável a chantagem da Rússia", demite-se 15 Fevereiro 2017

O general Michael Flynn demitiu-se, na segunda-feira, 13, do cargo de Conselheiro Nacional de Segurança dos Estados Unidos, após ter sido revelado o teor das suas conversas com o embaixador russo, Sergey Kislyak, as quais o exporiam a possível chantagem russa.

EUA:  Conselheiro de Trump,

A demissão tornou-se inevitável ao serem divulgadas, nas páginas do New York Times e Washington Post, as transcrições do telefonema, em Dezembro, entre o Conselheiro Nacional de Segurança e o embaixador russo.

Ficou assim provado que, ao contrário do que afirmara o vice-presidente Mike Pence em defesa de Flynn, as conversas podiam ser interpretadas como uma promessa de que as sanções contra a Rússia – impostas sob Obama, por suspeitas de ingerência na eleição presidencial — iam ser levantadas sob a administração Trump.

Defesa de vice-presidente baseada na mentira de Flynn

Enquanto as hostes democratas pediam a cabeça de Flynn, o vice-presidente Mike Pence defendia-o confiante — afinal, o conselheiro tinha-lhe dado garantias — de que na sua conversa com o embaixador russo não trataram o tema sanções.

Segundo Flynn garantira a Pence, a conversação ficara “limitada a banalidades” próprias da diplomacia e não teriam, pois, abordado questões para as quais o prospectivo conselheiro não tinha competência, já que ainda não tinha sido oficialmente efectivado no cargo.

Na sexta-feira, 10 após a publicação das transcrições — enquanto os democratas apertavam o cerco e os republicanos se calavam — o presidente Trump afirmara que ia tomar conhecimento e depois se pronunciaria.

Carta de demissão faz mea culpa de “informação incompleta”

A Casa Branca emitiu na tarde de segunda-feira um comunicado sobre a demissão de Flynn, com carta incluida. Para o cargo de Conselheiro de Segurança interino é nomeado o General Joseph Keith Kellogg, Jr, veterano condecorado da guerra do Vietname.

A carta divulgada dá conta de que o Conselheiro Flynn pediu desculpas ao presidente e ao vice-presidente por ter “inadvertidamente feito ao vice-presidente, e outros membros da equipa, um relato com informação incompleta acerca das conversações que mantive ao telefone com o embaixador da Rússia”.

Uma fonte oficial revelou ao Washington Post que o Departamento da Justiça tinha, em Janeiro, informado a Casa Branca sobre o teor da conversação entre o Conselheiro de Segurança e o diplomata russo. A advertência ia no sentido de que o Conselheiro Nacional de Segurança era vulnerável a uma possível chantagem por parte do Kremlin.

Filho, autor de fake news, o primeiro a ser despedido da equipa de transição

Envolvido no Pizzagate, Michael G. Flynn, que integrava a equipa de transição de Trump, foi em Dezembro despedido por ter divulgado fake news (notícias falsas), através das redes sociais, sobre a candidata derrotada Hillary Clinton. A acção conhecida por Pizzagate, recorde-se, levou um homem armado de metralhadora a disparar numa pizzaria, acreditando que ia salvar crianças vítimas de uma rede de pedófilos (conduzida imagine-se por quem) que operaria no quintal do estabelecimento comercial.

Fontes: Washington Post, New York Times. Na foto(NYT): Gen. Michael T. Flynn (ao centro) e o filho Michael G. Flynn (à esquerda), à saída da Trump Tower, sede de reuniões do 45º presidente.

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