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EUA: Relatório dos Serviços Secretos declara que Rússia ajudou Trump 07 Janeiro 2017

O relatório dos serviços secretos dos Estados Unidos, divulgado na sexta-feira, 06, confirma a alegada interferência russa na eleição presidencial, para beneficiar Trump sobre Clinton.

EUA: Relatório dos Serviços Secretos declara que Rússia ajudou Trump

Esta sexta-feira, 6 foi divulgada uma versão parcial do relatório dos serviços secretos dos Estados Unidos que investigaram as alegações de interferência russa, via ciberpirataria, no processo eleitoral que a 8 /11 deu a vitória a Donald Trump sobre Hillary Clinton.

Aponta-se que a pirataria informática sobre o DNC — comité nacional do partido democrata—e John Podesta, director de campanha de Clinton, visou ajudar o candidato Donald Trump.

“Confirmamos que o presidente russo Vladimir Putin deu ordens para uma campanha de influenciação na eleição presidencial. Os objectivos da Rússia eram minar a confiança do público no processo democrático, denegrir a Sra. Clinton e prejudicar a sua potencial elegibilidade à presidência. Confirmamos que o presidente Putin e o governo russo evidenciaram a sua preferência pelo presidente-eleito Trump.”

Esta é a afirmação mais contundente do relatório: que o próprio Vladimir Putin deu “ordens” para uma campanha pró-Trump. A intervenção russa, ao mais alto nível, na eleição presidencial é algo que a administração Obama tem vindo a denunciar sistematicamente. A novidade é a alegação ser explicitada num relatório dos serviços secretos.

“As três agências estão de acordo acerca desta conclusão. A CIA e o FBI têm a máxima confiança na mesma; a NSA tem uma confiança moderada.”

O extracto mostra uma directa intervenção russa para eleger Trump em detrimento de Hillary Clinton. Algo que Trump nega, a tal ponto que nem reconhece a possibilidade de a Rússia estar por trás da pirataria, Aliás ele e os seus apoiantes dizem que a mesma não teve qualquer efeito no resultado eleitoral.

Adiamentos

Trump foi informado sobre o conteúdo do relatório numa reunião que teve lugar na sexta-feira. Só depois de informado Trump, as três agências divulgaram publicamente algumas conclusões da investigação realizada.

O adiamento da reunião, passou de terça-feira, 3, para três dias depois, levou o presidente-eleito a escrever na sua conta Twitter que era "muito estranho".

Outra reunião, a da conferência de imprensa que Trump marcara para 15 de Dezembro foi adiada para 11 de Janeiro, ou seja a escassos dias da sua tomada de posse.

De WikiLeaks a intoxicação

Julian Assange entrevistado pela Fox News esta sexta-feira, 6 disse que “até uma criança de 14 anos podia piratear os emails de Podesta”. Perante a insistência para apresentar provas saiu-se com um: “ A palavra passe dele é “password!”. Verdade? Não! Podesta afinal usa "password" mas para entrar no ambiente "Windows" do seu computador pessoal, o que todo o utilizador sabe é bem diferente de uma palavra passe para uma conta email. Aliás, dificilmente alguém escolheria essa senha até porque o próprio sistema assinalaria a escolha com um rotundo vermelho.

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