25º aniversário do A Semana

A SEMANA : Primeiro di?rio caboverdiano em linha

A Semana,“o jornal que mais se abriu à área desportiva” 27 Abril 2016

A Semana é o jornal que mais se abriu à área desportiva, segundo Filomena Fortes, e o único semanário que durante um “determinado período” deu cobertura permanente ao sector desportivo, conforme Gerson Melo.

A Direcção-Geral dos Desportos, o Comité Olímpico Cabo-Verdiano, atletas e federações de diversas modalidades estão satisfeitos com a cobertura jornalística que o jornal A Semana, através do suplemento Lance, dispensa ao desporto cabo-verdiano. Boxe, Xadrez, Futebol, Karaté, Taekwondo, Andebol: são exemplos das modalidades que, conforme dirigentes, ganharam espaço condigno e frequente nas páginas deste semanário, ao longo destes anos. “A meu ver, o A Semana é o jornal cabo-verdiano que mais se abriu à área desportiva”, enaltece Filomena Fortes, presidente do Comité Olímpico Cabo-Verdiano.

Esta apreciação é corroborada por Gerson Melo, nada menos que o director-geral dos Desportos. Melo reforça que este semanário foi o “único jornal” que, durante um certo período, deu cobertura permanente ao sector desportivo, em contraponto com outros órgãos impressos. “É importante reconhecermos esse facto, que revela o esforço que A Semana tem feito, de um tempo a esta parte para trazer sempre notícias desportivas nas suas páginas”, complementa o DGD.

Uma das modalidades que pouco ou nada tem a reclamar da atenção dispensada por este jornal é o Andebol. Segundo José Eduardo dos Santos, presidente da FCA, o Lance tem dado um “acompanhamento satisfatório” à modalidade do andebol, particularmente a partir da cidade do Mindelo. “Acho que o jornal deveria trabalhar com uma abrangência maior, que houvesse outros jornalistas, além do Kim-Zé Brito, a seguir a dinâmica da modalidade em todas as ilhas”, salienta o dirigente federativo. Pelos lados do Karaté, João Correia também enaltece a atenção recebida nas páginas deste semanário. Nos últimos tempos, diz, não só o Karaté mas também as outras artes marciais ganharam uma visibilidade ímpar no suplemento desportivo Lance. “Pelo que estamos satisfeitos, porque constatamos que as portas do vosso jornal estão abertas ao Karaté, o que nos tem dado mais incentivo e confiança no futuro”, sublinha o Presidente da FCK, que gostaria de ver a modalidade que representa sempre presente nesta publicação.

O Boxe é outro desporto de combate que considera positiva a atenção que este jornal dispensa às actividades da federação, das associações e à própria carreira dos pugilistas. “O jornal tem feito um excelente trabalho, sobretudo nos últimos tempos”, realça Flávio Furtado, presidente da Federação Cabo-Verdiana de Boxe, que espera ver a cobertura deste semanário alargada a todas as ilhas onde se pratica a modalidade. Para a atleta olímpica Sofia Reis, o Taekwondo tem merecido destaque na imprensa cabo-verdiana muito por causa do trabalho desenvolvido por A Semana, sendo ela própria um exemplo vivo do carinho que essa arte marcial tem merecido. “O jornal tem uma boa equipa técnica e está sempre actualizado em relação ao que acontece com o Taekwondo cabo-verdiano. Sinto-me satisfeita com a forma como A Semana tem acompanhado a minha modalidade e a minha própria carreira”, confessa a atleta residente neste momento nos Estados Unidos da América e cujos feitos nas provas internacionais têm sido relatados por este semanário.

Desporto mais intelectual do que físico, o Xadrez é também “jogado” nas páginas de Lance. Segundo lembra o recém-eleito timoneiro da federação de xadrez, esta modalidade passou a constar da pauta deste jornal desde o tempo em que ele era vice-presidente da Associação de Xadrez de São Vicente. “É óbvio que esperamos uma cobertura ainda maior das actividades da federação, quem sabe a criação de um espaço quinzenal em que se pode lançar desafios aos jogadores para resolverem”, comenta Francisco Carapinha.

O futebol, como normalmente acontece com a expressiva maioria dos órgãos de comunicação social, mereceu sempre destaque nas páginas deste que é o jornal impresso mais antigo do mercado nacional. Segundo Vítor Osório, não restam dúvidas de que este órgão tem contribuído para uma ampla divulgação das actividades da Federação Cabo-Verdiana de Futebol, dos campeonatos regionais e das figuras ligadas ao chamado “desporto-rei”. “Por isso avaliamos de forma positiva o vosso trabalho”, considera o responsável federativo do futebol cabo-verdiano.

Elogios, críticas e sugestões

Apesar da avaliação positiva ao desempenho de A Semana no campo desportivo, nem tudo são rosas, como deixa perceber Vítor Osório. Uma das críticas lançadas por este jurista de profissão tem a ver com os comentários de pessoas anónimas publicados no fórum do site asemanaonline, que, realça, muitas vezes “atacam a imagem pública dos visados”. Segundo Osório, o direito dos internautas de comentar as notícias não pode violar o direito ao “bom nome, ao carácter e imagem das pessoas”, pelo que pede uma filtragem mais cuidadosa das críticas.

Sendo o futebol o desporto mais popular em Cabo Verde e a modalidade que mais tem divulgado o nome do país a nível internacional, Osório acha natural que os cabo-verdianos queiram saber tudo o que se passa nos diferentes campeonatos e com os “Tubarões Azuis”. “Mas constatamos que, às vezes, a informação chega ao público de forma enviesada ou truncada. Tudo, quanto a nós, por inobservância da aplicação de princípios ético-deontológicos no exercício do jornalismo”, considera Osório, para quem A Semana pode melhorar a sua performance e exercer um jornalismo de serviço público se começar a olhar para a FCF como a sua fonte oficial. Por outras palavras, Osório espera ter a entidade, a que preside, como fonte a ser abordada sempre para confirmar informações recolhidas por jornalistas deste órgão relativas às áreas de competência da FCF.

Este jornal, ainda na percepção de Osório, precisa aumentar as reportagens alusivas a regiões desportivas onde não tem um correspondente. Além disso, falta a este semanário, conforme o mesmo interlocutor, um espaço de debate público destinado a rubricas e textos especializados sobre temas como fair-play, doping, modelos competitivos, ética na gestão desportiva, etc.

A mesma chamada de atenção foi feita pelo DGD Gerson Melo, que defende a criação de uma secção semanal ou quinzenal onde especialistas desportivos possam abordar temas diversos numa óptica formativa. Também seguindo mais ou menos essa lógica, Flávio Furtado acha que já é altura de Lance dispor de uma página dedicada ao desporto internacional. Na sua perspectiva, se o suplemento divulgar o que se passa com o boxe internacional estará a estimular o crescimento do pugilismo cabo-verdiano. No entanto, a preocupação comum das federações é que este jornal aumente a cobertura aos eventos desportivos a nível nacional, mas respeitando sempre o sentido da equidade. Como diz Filomena Fortes, é preciso que o jornalista saia em busca da informação, não só do futebol, para que todas as modalidades sejam tratadas com a mesma dignidade. Dicas que certamente este jornal vai levar em consideração.

Hélio Assa-Fay/KzB

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