25º aniversário do A Semana

A SEMANA : Primeiro di?rio caboverdiano em linha

PGR e sindicatos da PN e da PJ sintonizados – “ASemana deve abrir-se mais à Justiça” 28 Abril 2016

Embora reconheçam o contributo de ASemana na cobertura dos casos ligados à Justiça, a PGR e os sindicatos da PN e PJ entendem que este jornal deve abrir-se mais ao sector, tratando as questões com mais profundidade. A directora de gabinete do Procurador-Geral da República, Dulcelina Rocha, e os líderes sindicais José Barbosa e Mário Xavier defendem a especialização dos jornalistas para que estes possam transmitir informações numa perspectiva tecnicamente adequada, sob pena de não cumprirem com a sua obrigação de informar de forma objectiva, ainda mais numa área tão sensível e complexa.

 PGR e sindicatos da PN e da PJ sintonizados – “ASemana deve abrir-se mais à Justiça”

ASemana, conforme o presidente do Sindicato da Polícia Nacional, José Barbosa, tem sido “uma peça chave no domínio da formação e informação dos cidadãos” dando “um grande contributo ao país, particularmente na vertente da cultura política”. “Mas, muito menos na área jurídica”, vai dizendo Barbosa. Este considera que o semanário “deveria assumir e dar mais ênfase às questões inerentes à justiça, nomeadamente na sua vertente laboral”.

É que, na opinião desse líder sindical, “muitas injustiças” registadas nessa área “não foram devidamente tratadas pela imprensa, nem tão-pouco bem descritas”. Cita como exemplo os confrontos laborais entre o Estado e as entidades privadas. “O esclarecimento é muito tímido. O próprio jornal A Semana quase que se fechou e ‘tocou’ mais vezes a música do Estado. Dessa forma, a liberdade de expressão é que fica prejudicada”, entende o sindicalista, para quem a voz da PN tem sido silenciada e isolada pelos operacionais da comunicação social nos assuntos polémicos que envolvem a instituição.

Sempre crítico na sua análise, Barbosa entende que o ASemana deveria criar um espaço, uma página de cariz laboral, que facultasse aos sindicalistas a hipótese de denunciarem as irregularidades, ilegalidades, ou sugerirem reflexões importantes. Deste modo, entende o sindicalista, o jornal poderia abrir novos campos de informação e redescobrir outras vertentes de abordagem”. “Problematizar-se-iam muitos assuntos da nossa praça, o que permitiria desconcentrar, devidamente, a natureza informativa, com ênfase, repito, sobre aspectos laborais. Ou será que a informação é para alguns e não para todos? Parece haver, infelizmente, uma parede intransponível para certas áreas”, sublinha.

O líder da Associação Sindical dos Funcionários de Investigação e de Apoio à Investigação Criminal da Polícia Judiciária (ASFIC-PJ) afina pelo mesmo diapasão. Mário Xavier, embora reconheça que o ASemana tem estado “em cima dos acontecimentos”, entende que o jornal deveria ser “mais idóneo”. Explica: “Desenvolver um jornalismo investigativo sobre muitos aspectos que acontecem em Cabo Verde e também ser a voz dos mais desfavorecidos”, aponta.

A Procuradoria-Geral da República vai mais longe, ao defender a “imprescindível especialização” dos profissionais da comunicação social sobre questões jurídicas e de justiça. “É fundamental que o profissional saiba transmitir informações numa perspectiva tecnicamente adequada, formando e informando de forma isenta e objectiva os destinatários das informações, sob pena de, pelo contrário, não cumprir com a sua obrigação principal”, reforça a nota enviada a esta redacção pela PGR a propósito deste trabalho.

Ademais, acrescenta a directora de gabinete do PGR, Dulcelina Rocha, em nome do mais alto Magistrado do Ministério Público, Óscar Tavares, os órgãos de comunicação social, e o próprio ASemana, que ora completa 25 anos de existência, desempenham um papel preponderante na consolidação do Estado de Direito Democrático, em especial no capítulo das “Liberdades de Expressão e de Informação”, consagrado da Constituição da República. “Particularmente no sector da Justiça, importa destacar o trabalho que vem sendo realizado, tendo chamado para si o dever de comunicar à sociedade e dar seguimento aos casos mais relevantes que vêm surgindo, na medida em que os órgãos de realização da justiça não são entidades tecnicamente vocacionadas para o efeito”, realça a também responsável pelos Serviços de Comunicação do Ministério Público que espera que o ASemana continue a cumprir os fins para os quais foi criado.

Por: Arlinda Neves

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